O deputado estadual Wilson Santos (PSD), candidato à reeleição, consolidou ao longo do mandato uma atuação voltada à preservação do rio Cuiabá, à proteção do Pantanal e à defesa das comunidades que dependem diretamente do rio. O seu trabalho reúne articulação institucional, fiscalização ambiental, diálogo com pescadores e ribeirinhos, cobrança por melhorias e investimentos no saneamento básico para todos os municípios de Mato Grosso.
Uma das principais frentes do parlamentar foi a mobilização contra a instalação de seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) projetadas pela empresa Maturati Participações para um trecho de aproximadamente 190 quilômetros do rio Cuiabá – sendo considerada de zona vermelha que poderá resultar o desequilíbrio ambiental e socioeconômico. O projeto envolve as PCHs Guapira II, Iratambé I, Iratambé II, Angatu I, Angatu II e Perudá.
Em fevereiro de 2025, Wilson Santos esteve em Brasília para tratar do assunto com a diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O objetivo foi acompanhar a tentativa de obtenção da declaração de disponibilidade hídrica necessária pela Maturati que recorreu à justiça para que o órgão reavaliasse o processo. “Iremos lutar até a última hora contra as hidrelétricas no rio Cuiabá. Vamos lutar contra esse absurdo! O caminho não é a destruição dos rios e do Pantanal, mas sim, a utilização da energia solar”, declarou.
Além da articulação institucional, o deputado levou a discussão diretamente às comunidades por meio de três expedições fluviais pelo rio Cuiabá. A última ocorreu em março de 2026, com aproximadamente 900 quilômetros de percurso, entre a região da barragem do rio Manso e o Pantanal, em que envolveram a participação de pesquisadores, especialistas ambientais, pescadores, representantes de órgãos públicos e lideranças locais.
Durante a expedição, a comitiva passou por comunidades e municípios na área de abrangência da bacia, em que promoveu reuniões para ouvir quem vive às margens do rio. Em encontros com pescadores e ribeirinhos, a rejeição às novas hidrelétricas apareceu de forma recorrente. Em uma das reuniões, Wilson Santos relatou que, até aquele momento, todas as comunidades consultadas haviam se manifestado contrárias às PCHs.
Para o candidato à reeleição, preservar o rio Cuiabá significa também proteger as pessoas que vivem dele e o próprio Pantanal. Com o novo mandato, ele pretende manter a defesa do rio que envolve a qualidade da água, o tratamento do esgoto, a destinação adequada do lixo, a preservação dos peixes e das áreas de reprodução e as condições de vida das comunidades ribeirinhas.
