Wilson Santos afirma que Samu não será extinto e defende ampliação do serviço em MT

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) rebateu rumores sobre o possível fim do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso. Durante reunião realizada nesta terça-feira (28), no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, ele afirmou que o serviço não será extinto por pertencer à esfera federal e defendeu a sua ampliação, especialmente diante das discussões sobre contratos temporários e a integração com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). O encontro teve a presença do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e de outros parlamentares da Casa de Leis.

O parlamentar relembrou a sua atuação histórica na implantação do Samu em Cuiabá, em agosto de 2007, quando era prefeito da capital, em parceria com o governo estadual e a União. Segundo ele, o serviço é resultado de uma política pública federal estruturada no ano de 2005 e que se tornou um patrimônio da população, destacando a sua importância no salvamento de vidas e na redução de sequelas em vítimas de acidentes e emergências médicas.

“O Samu é um programa federal consolidado. Não existe nenhuma possibilidade de acabar. Quem fala isso não está dizendo a verdade. O Samu é patrimônio do povo. Não pertence a governo nenhum, é da sociedade. É financiado com recursos da União, do Estado e do município. Ninguém tem força para acabar com o Samu”, declarou o deputado.

Wilson Santos também criticou a demissão de profissionais temporários e defendeu a ampliação das equipes e das bases de atendimento. “Eu sou contra demissões. O que precisa é ampliar o serviço, não reduzir. Estamos tratando de vidas. O atendimento adequado, com imobilização correta e transporte especializado, evita sequelas e aumenta significativamente as chances de sobrevivência”, pontuou.

Durante a reunião, Otaviano Pivetta reconheceu a importância do Samu e disse que não há intenção de extinguir o serviço. Também, ele admitiu o encerramento dos contratos temporários de profissionais do Samu, iria rever as demissões e reforçou a importância da integração com o Corpo de Bombeiros Militar. Ainda mais que, Mato Grosso passou de 12 unidades do Samu para um total de 27 bases de atendimento emergencial, somando as estruturas dos bombeiros.

Para Wilson Santos, o momento exige diálogo entre todas as instituições envolvidas, como o governo estadual, prefeituras, União, profissionais da saúde e o Corpo de Bombeiros Militar para garantir a continuidade e o fortalecimento do serviço. “É preciso colocar o interesse da população em primeiro lugar. O Samu salva vidas todos os dias. Nenhum gestor público vai acabar com um serviço dessa importância”, concluiu.

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